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Streets of Rage no Megadrive é só porrada no rival!

Streets of Rage

Também conhecido como Bare Knuckles no japão, Streets of Rage é um beat’n’up ou jogo de pancadaria de 1991 para o mega drive e um dos jogos mais marcantes do videogame. Foi a resposta da sega ao Final Fight da Capcom que saiu para o super nintendo em 1989.

E quando digo que foi a resposta ao final fight, digo de forma literal. Street of Rage ataca todos os pontos fracos da franquia rival no super nintendo. Lembrando que final fight veio do arcade e o port do super nintendo é uma versão capada, faltando vários elementos do jogo original. Pensando nisso a Sega alocou seu time interno denominado na época de Sega CS2 para o desafio executado com total sucesso. Street Of rage tem 3 protagonistas, 2 jogadores simultâneos na tela e mais inimigos em geral ao mesmo tempo.

E falando em três protagonistas estamos falando de Adam, Axel e Blaze. Adam é forte e lento, Axel é o personagem nem tão forte e nem tão lento, e a Blaze é a garota do trio que é mais fraca, porém rapidinha e apreciadora dança proibida chamada lambada. E eu não estou zoando.

Além dos golpes tradicionais chute, soco voadora e etc, Streets of Rage disponibiliza armas adicionais como tacos, facas e canos e itens especiais que recuperam energia, vida extra e ataques especiais entre outras coisas. Ataques especiais que funcionam como a mágica de Golden Axe, porém vestidas de cidade moderna. A do Axel por exemplo é bem característica,  ele chama uma viatura policial e solta um tiro de basuca na tela que detona os inimigos e devido a configurações dos botões, os desavisados muitas vezes usam o ataque especial assim que o jogo começa.

A história de Streets of Rage é a mais clichê possível, o jogo se passa em uma cidade como Nova Iorque tomada por uma organização criminosa que controla inclusive a polícia. E no meio do caos e da violência três destemidos policiais juram arriscar suas vidas e limpar as ruas de sua amada cidade. Eu admito que prefiro a história do final fight com o sequestro da filha do prefeito e tal.

Os gráficos são bem feitos mas estão dentro do que se acostumou a ver no megadrive, são 9 fases com bastante variação de cenários, inimigos e chefes de fase. Agora o grande destaque de Streets of Rage fica por conta da música de Yuzo Koshiro que foi buscar inspiração na música eletrônica dos anos 90 para criar uma trilha sonora que fugiu completamente do que se estava acostumado a ouvir em jogos de videogame. A música é tão boa que se passa por algo que você ouviria no rádio naquela época e nem se daria conta que estava ouvindo a música de um jogo de mega drive.

Streets of rage foi muito bem recebido pela crítica e jogadores e virou uma franquia, talvez a franquia preferida de muitos fãs do megadrive. E se você quiser conhecer o Streets of Rage que deu início a tudo opções não faltam. Não é um cartucho caro no próprio megadrive, além de aparecer em diversas compilações da sega e uma bem fácil de encontrar é a Sonic’s Ultimate Genesis Collection para Playstation 3 e Xbox 360. 

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