Episódios

Back to the Passado:1985 com Alexandre Bastos

Ficha Técnica

Data de lançamento:12/11/2018
Episódio: 68
Convidados: Alexandre Bastos
Link para o vídeo: https://youtu.be/C5pdSoP3vq8

Roteiro

Qual o jogo que mais te emocionou?

[Quando pensamos em emoção, pode ser qq coisa como alegria e raiva por exemplo. Mas quase todo jogo de faz passar alegria e raiva em algum momento. Então eu vou falar de surpresa e tristeza. ]

E falando de emoções fortes eu vou ter que falar de The Last of Us. Tem dois momentos em particular que ficaram marcados na minha mente. E se você ainda não jogou, já aviso que vai ter spoiler, sinta-se avisado. The last of us é um jogo de mundo pós apocalíptico, um fungo se espalhou e transformou boa parte da população do mundo em criaturas bizonhas. É a história de Joel e Ellie sobrevivendo em um mundo que apesar de perigoso e brutal, foi tomado pela natureza e tem paisagens incríveis. Ellie é imune ao fungo e a missão do Joel é levar ela até um centro de pesquisa para tentar encontrar uma cura para a doença. [ O primeiro momento que me emocionou é quando joel e ellie chegam a uma vila de caçadores aparentemente normal, mas o jogo te dá a suspeita de que tem algo errado ali ], e eventualmente vem a confirmação de que se trata de um grupo de canibais, humanos que se alimentam de outros humanos, nessa hora eu realmente pensei pqp. Pq comida é uma coisa difícil de conseguir no mundo de The Last of Us, ainda mais carne, que ali havia com certa fartura. É um momento que o jogo dá uma esperança para tirar logo em seguida. O segundo momento já é perto do fim do jogo, qdo joel descobre que a possível cura passa pela morte da Ellie já que o fungo fica alojado no cérebro dela, e este teria que ser removido ou explorado para ser estudado. [ The last of us É um jogo que brilha na narrativa, e a forma como a história se desenrola realmente me cativou e emocionou demais.]

Qual a franquia favorita?
[Muito safada essa pergunta. Porque na boa não tenho uma só não. Eu poderia falar que é resident evil, mas não é. Adoro a franquia sem dúvida, mas ela tem um problema de identidade e inconsistência.] Eu amo de paixão resident evil 4, aprecio o 5, gostei muito do 7 e tenho enorme carinho pela trilogia original. Porém existem aberrações como o RE6 e o Operation Raccoon City e vários dos spin-offs que acrescentam pouco ou quase nada a franquia como um todo. Por esses motivos eu coloco uma outra franquia na frente de resident evil, que é muito menos conhecida, tem muito menos fama e passa batida pelo radar de muita gente, que é Fatal Frame da Koei Tecmo. Essa franquia de uns tempos para cá também tem a Nintendo como co-proprietária. [De cara posso falar que Fatal Frame é muito mais consistente que Resident Evil e tb uma franquia de terror muito melhor no quesito meter medo e assustar.] A franquia é bem recebida pela crítica, mas não vai tão bem comercialmente, mas ao contrário de resident evil, fatal frame se manteve fiel a sua fórmula de jogo e em nenhum momento tentou se transformar em um jogo de ação. É terror e suspense puro do início ao fim. Já rendeu cinco jogos e um remake mais alguns spin-offs, filme e um grande número de fãs pelo mundo, como eu. Acontece que Fatal Frame é um jogo super japonês, está intimamente ligado com o folclore e cultura dos japoneses e aí não é todo mundo que curte essa narrativa e estética tão nipônica, eu acho legal demais. É um jogo que você explora a ligação com o mundo dos espíritos através de um aparelho chamado câmera obscura, que além de enxergar o mundo espiritual consegue registrar e combater os espíritos maléficos. [Se você gosta do resident evil original, acho que deve dar uma chance a franquia fatal frame, pq tem corredores escuros, casas mal-assombradas, sustos, suspense, terror. Recomendo jogar pela ordem mesmo, apesar das histórias serem independentes, vale a pena acompanhar a evolução dos sistema de jogo. ]

Quem me apresentou os jogos antigos?
[eu conheci videogames ainda bem criança na casa de uns primos, cheguei lá um dia e eles estavam com um pong ligado na televisão, até achei interessante por alguns minutos mas não vi muita graça, como não vejo até hoje por sinal.] Mas na casa desses mesmo primos um dia vi um Game & Watch do Donkey Kong, aquele laranja de duas telas, aí sim, esse realmente deu aquele clique no DNA. Achei o máximo, mas não era meu. Quem me colocou no mundo dos videogames pra valer foi a minha mãe, inclusive é uma história que eu conto em detalhes na entrevista que dei para a Vivi do Canal Gargamel Verde. Vou colocar o link nos cards e na descrição. [Mas resumidamente, foi minha mãe que um belo dia me levou na galeria pagé em São Paulo e comprou o meu primeiro Game&Watch, o Fire. E um pouco depois meu primeiro atari.] Foi um momento mágico na minha vida. Naquela época só havia o atari importado, aquele de 6 alavancas de frente de madeira que é conhecido como heavy sixer. Que eu me lembre, logo de cara eu tinha apenas dois jogos, o Combat que vinha junto se não estou enganado e o River Raid. E como eu joguei River Raid, durante meses e por conta dos sistema de cores diferentes em preto e branco ainda por cima. Não muito tempo depois disso, minha mãe veio a falecer, mas a sementinha dos videogames que ela ajudou a plantar em mim permaneceu e segue gerando frutos firme e forte até hoje, mesmo quase quatro décadas depois. [Claro que na época esses jogos são antigos hoje, mas ná época era o que tinha de melhor por aqui, mas meu gosto e carinho por eles nunca desapareceu, pelo contrário, só aumentou.].

Top 3 consoles de todos os tempos
[Essa é tranquila. Primeiro console é o MSX. Ah Ed, msx não é console, é computador. Eu vou te informar que tudo é computador. Nintendinho, Megadrive, super nintendo, todos sem exceção são computadores consolizados para facilitar a vida de quem joga.] Então para mim msx conta sim, inclusive tem um amigo que fala que é um atari com teclado. Enquanto todo mundo por essas bandas brasileiras jogavam master system e nintendinho, minha graduação de gamer foi jogando MSX, foi nele que eu conheci a maioria dos jogos da minha infância. Metal Gear, Gradius, Goonies, Knighmare, Road Figher, Salamander, Parodius, Yie ar kung fu, konami, capcom, sony, taito, square, todas essas empresas eu conheci primeiro no msx. Até hoje eu digo que se um dia eu tiver que me desfazer da minha coleção, dar adeus aos meus msx vai ser sofrido demais. [Em segundo lugar eu vou de megadrive, que foi um console divisor de águas, um salto gráfico brutal da geração anterior e que foi a sega no auge da sua forma, levou a experiência dos arcades para as casas de muita gente.]
Lembro da primeira vez que vi um megadrive ligado, vi o Golden Axe, fiquei babando. Depois conheci o super shinobi, que até hoje tá na lista dos meus jogos de todos os tempos, e depois veio muita coisa boa, ghost´n goblins, toda franquia thunder force. Tem muito jogo bom lá. E o terceiro lugar vai para um console que eu só conheci de verdade depois de começar a colecionar que é o famicom ou o nintendinho. Que console fantástico, revitalizou a indústria dos videogames especialmente na américa que havia passado pelo crash. Tem muitos jogos que eu gosto, empresas como capcom, konami, sunsoft e muitas outras fizeram seu nome nintendinho e foi o berço de muitas franquias que vivem até hoje, como super mario, megaman, metroid e de jogos exclusivos sensacionais como journey to silius, batman e uma lista enorme, [sem falar que é uma delícia de colecionar].

O que os jogos antigos significam para mim
[Pode ser exagero para vc o que eu vou falar, mas eu não sei quem eu seria hoje não fossem os jogos, que agora são antigos, mas eu tive o privilégio de viver a época que eles foram surgindo, se inventando, a era de ouro dos videogames]. E foi marcante não só pelos jogos em si, mas foi uma época particularmente difícil para mim, eu havia perdido a minha mãe, perder alguém sempre deixa um vazio, um buraco no coração, para uma criança perder a mãe é um evento devastador, e nesse momento os videogames tiveram um papel importante em ajudar a preencher esse vazio que ficou. Em um momento baixo astral no começo da minha vida poucas coisas eram capazes de me trazer alegria e o videogame foi uma delas. Hoje eu digo que tenho videogame no meu DNA, não tem como separar da pessoa que sou hoje. Influenciou em praticamente tudo na minha vida, do aprendizado de outros idiomas, da forma de pensar, de usar a imaginação., de resolver problemas. ME trouxe muitos amigos, muitos momentos inesquecíveis. Só não é mais importante que as coisas fundamentais da vida adulta, família, trabalho, saúde. [Vivo os videogames intensamente até hj, o tanto qto a vida adulta me permite. Seja fazendo vídeos, seja conversando, seja colecionando, seja jogando, é algo que levarei comigo até o fim da vida.]